
segunda-feira, 28 de maio de 2007
05 FM:RO
FM:RO - São oito, e estão vazios porque é assim que se devem manter. São o medo posto na consciência, e de tão nula que é a sua relevância permanecem sem cor que os pinte. São oito, mas isso é apenas um facto ou uma circunstância: nada de valor superior ao conceito, que esse sim, sendo um ou um milhão, é o que é e nada mais. Farto-me deste cinzentismo. Não o entendo, entendendo apenas que não sou suposto compreender as oito abstracções que um deus relampejou como vómito, como mandamentos em pedra gravados. Farto-me desta escala monocromática, e canso-me de balbuciar suplícios sob a forma de enigmas e quebra-cabeças. Em acesso de raiva arremesso uma das cadeiras contra a montra, fazendo da minha vontade estilhaços que me atingem e me rasgam a indecisão. Não fujo do local, ora...
sexta-feira, 25 de maio de 2007
05 RO:FM
RO:FM - Hoje vim mais tarde. Obrigado por terem esperado. Invade-me uma certa alegria ao reparar que estamos a crescer. Sou pecador, o homem pecador. Sou uma impudência, animal sem prudência. Louco quem sabe. Mas afinal vejo o vazío a rebentar de obesidade, vejo os meus amigos que simplesmente não existem, nesta terapia de grupo que me eleva até à insanidade. Ouço cantos tristes e um rodopío circense no meio disto tudo. E no entanto tudo está vazío. Quem veio hoje não se quer mostrar. Esconde-se atrás de si mesmo. Silêncio. Nunca os mudos falaram e gritaram tão alto como hoje. Muitos não ouviram porque ainda não chegaram, ou não aumentaram o volume dos seus espíritos estereofónicos. Primeiro liguem a máquina.
Subscrever:
Mensagens (Atom)