
quinta-feira, 24 de maio de 2007
03 FM:RO
FM:RO - Nem sempre fui o que agora sou. Só de há uns tempos para cá é que tenho vindo a encarnar a figura de um portento que não me considero. Arrepia-me o toque frio do couro à pele. Não, já não me arrepia: arrepiava-me ao início, agora visto o corpete facilmente, simulando até algum prazer. Trata-se somente de habituação, ou de deixar a mente fugir para estâncias onde malícia não existe, e deixar que o corpo seja fodido com mestria por todos aqueles carrascos com quem represento prazer...
Simulare... a minha arte..
03 RO:FM
RO:FM - Sinto que a minha cara se esconde por tudo aquilo que lhe quis dar. Substituições de que agora me queixo arduamente. Vagueio pela sala na espera de um beijo que não chega. Olho-te, observo-te, reparo-te tão distante, como se tudo o que fizemos se tivesse reduzido a um escancarar de pernas constante, que termina no frio restabelecimento de calorias. Quero liberdade, quero por um segundo da minha vida ter-te em plenitude. Quero deixar de ser um fantasma que esconde as chagas atrás das cortinas do espectáculo. Quero mostrar ao mundo quem sou. Que amo. Que te amo. Espécie rara de primadonna de fino traço e tão grosseiro acolhimento. Ergue-te da cegueira hedonista que te invadiu no berço. Arranca os Narcisos que nascem dos céus. E vem. Vem até mim e funde-te no abraço que te espera. Eu dou-te a mão!
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