
quinta-feira, 24 de maio de 2007
02 FM:RO
FM:RO - É na náusea vespertina que encontro determinada conclusão. Vagueio a nudez do corpo por ruas que desconheço, que as roupas rasgou-as o habitual ataque de pânico que a ausência de uma garrafa de whiskey provoca. É esta vaga que possui a alma que me coage a circular, e a ver um mundo lindo como pequena deslumbrada em pleno parque de diversões... Acompanham-me sonhos, e todo o sonho é como o mundo deveria ser: essa corrente de emoções que circulam e rodopiam, esse excesso de informação que engana o intelecto e diverte a alma ferida... É que assim não estou sozinha... Assim, no auge de torpe demência, estou tudo menos sozinha...
02 RO:FM
RO:FM - Esvoaçam sobre mim pássaros sussurrando a minha morte. Eu não quero saber. Existo para além do possível. Mas tenho medo desta solidão constante. Tanto medo. Respeito. Sinto-me despida por um qualquer homem habituado a abrir as minhas pernas como girassóis. Estou despida, violada de todo o sentido de conformidade com o mundo. Quebram as rugas sobre o meu corpo, sobre este retrato corroído pelas rapinas que avizinham a morte. Mais um homem que me destrói em putrefactas doenças com o único propósito de espalhar o medo. Agora sou eu, despida e prostrada, oferecendo contracepção ao globo que me fodeu. Antes de mais, vou guardar o dinheiro!
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