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quarta-feira, 30 de maio de 2007

06 FM:RO

FM:RO - Redentor divino ou multiplicidade de um só destino / Celebrem-se as chamas do nosso amor...


Pouco mais posso escrever, quando tudo o que tenho a fazer é manter-me na certeza de certas cartas nunca serem escritas a não ser na visão do teu sorriso...


Quero-te tanto...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

05 FM:RO

FM:RO - São oito, e estão vazios porque é assim que se devem manter. São o medo posto na consciência, e de tão nula que é a sua relevância permanecem sem cor que os pinte. São oito, mas isso é apenas um facto ou uma circunstância: nada de valor superior ao conceito, que esse sim, sendo um ou um milhão, é o que é e nada mais. Farto-me deste cinzentismo. Não o entendo, entendendo apenas que não sou suposto compreender as oito abstracções que um deus relampejou como vómito, como mandamentos em pedra gravados. Farto-me desta escala monocromática, e canso-me de balbuciar suplícios sob a forma de enigmas e quebra-cabeças. Em acesso de raiva arremesso uma das cadeiras contra a montra, fazendo da minha vontade estilhaços que me atingem e me rasgam a indecisão. Não fujo do local, ora...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

04 FM:RO

FM:RO - Quando nos encontramos foi a pausa celeste que nem tu nem eu esperávamos encontrar. Gastos em tudo, penhoramos as almas até ao dia em que nos unimos em terno abraço... Lemo-nos como radiografias, e lemos tudo o que sempre esperávamos ler. Sempre nos soubemos, apenas nunca nos haviamos abraçado em tal grandiosidade de um primeiro encontro. E, então, assim nos mantemos, em doce enleio por fim descoberto... É este abraço que nos aquece - no frio escuro, na noite agreste, debaixo das chuvas e acessiveis ao dano. É este abraço que faz de nos energia viva, qual dualidade una que se encerra em dois corpos e os ilumina.. Sempre nos soubemos.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

03 FM:RO

FM:RO - Nem sempre fui o que agora sou. Só de há uns tempos para cá é que tenho vindo a encarnar a figura de um portento que não me considero. Arrepia-me o toque frio do couro à pele. Não, já não me arrepia: arrepiava-me ao início, agora visto o corpete facilmente, simulando até algum prazer. Trata-se somente de habituação, ou de deixar a mente fugir para estâncias onde malícia não existe, e deixar que o corpo seja fodido com mestria por todos aqueles carrascos com quem represento prazer...
Simulare... a minha arte..

02 FM:RO

FM:RO - É na náusea vespertina que encontro determinada conclusão. Vagueio a nudez do corpo por ruas que desconheço, que as roupas rasgou-as o habitual ataque de pânico que a ausência de uma garrafa de whiskey provoca. É esta vaga que possui a alma que me coage a circular, e a ver um mundo lindo como pequena deslumbrada em pleno parque de diversões... Acompanham-me sonhos, e todo o sonho é como o mundo deveria ser: essa corrente de emoções que circulam e rodopiam, esse excesso de informação que engana o intelecto e diverte a alma ferida... É que assim não estou sozinha... Assim, no auge de torpe demência, estou tudo menos sozinha...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

01 FM:RO

FM:RO - Há que tingir o céu com o vermelho-sangue das chamas, onde se deixam flutuar adivinhas e tribos de dragões como símbolos de mortandade. Abandone-se este antro onde diamantes e escravos são para os seus donos o que a heroína é para o homem, e entregue-se o corpo à luxúria de cobiçar um desfecho herege sobre todo e qualquer esqueleto moralista a comando da Inquisição. Tome-se então um chá ao longe, para que de seguida se arrote satisfação...